Anuncie aqui!

Árbitro faz lambança, revolta torcedores e prejudica o Náuas

23 de mai de 2011
ACRIANO FUTEBOL CLUBE

Time de Cruzeiro do Sul vencia o Juventus por 2x1 de virada, quando juiz Carlos Roney concedeu um acréscimo de 8 minutos, mas voltou atrás e encerrou o jogo logo após o empate. Houve revolta, polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar torcedores. Crianças e um jogador do Náuas desmaiaram com o efeito dos artefatos.

O que parecia uma noite de glória para o Náuas e seus torcedores no Estádio Arena do Juruá neste domingo (22), terminou em decepção, correria e registros policiais. O time começou perdendo para o líder Juventus, em partida válida pelo Campeonato Acriano. O gol do visitante foi marcado aos 26 minutos do primeiro tempo pelo meio campo, Douglas.
nauas_protesto_1.jpgNa segunda etapa, com a entrada do volante Danielson, o Náuas ganhou mais rapidez na saída de bola e apoiado pela torcida, buscou o resultado. Chegou ao empate com um gol do jovem atacante Bina. O garoto de 20 anos chutou no canto esquerdo, para vencer o goleiro juventino. Todas as jogadas de ataque do Náuas, eram concentradas no habilidoso Bina, que em mais uma jogada magistral, deixou dois marcadores para trás, fugiu da falta e quase caindo, bateu cruzado para marcar o segundo dele na partida, para delírio da torcida de Cruzeiro do Sul.

O Náuas conduzia bem o jogo e a vitória parecia certa. Mas, a revolta veio quando o juiz Carlos Roney, sinalizou que daria 8 minutos de acréscimo em um jogo que não teve expulsões e nada de anormal. Aos 49 minutos, o Náuas sofreu o temido empate, com um gol marcado pelo atacante Jô do Juventus. O representante do Juruá ainda correria atrás do prejuízo, mas aos 50 minutos, dois a menos do que havia prometido de acréscimo, o árbitro mudou de idéia e encerrou o jogo para desespero de jogadores, comissão técnica e torcedores.

Muitos torcedores revoltados se concentraram na parte da arquibancada que fica em frente à entrada para os vestiários. Escoltado pela polícia, o trio de arbitragem permaneceu no centro do gramado por cerca de 15 minutos, parecia não confiar na segurança. Com a chegada de mais policiais, Carlos Roney e seus auxiliares partiram em direção ao vestiário cercado pelos militares da Companhia de Operações Especiais. Os torcedores mais próximos a arquibancada atiraram objetos, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e usou espray de pimenta para afastar a torcida. Os efeitos dos artefatos lançados se espalharam rapidamente pelas arquibancadas e vestiários. Segundo informações de torcedores que estavam no local, duas crianças desmaiaram, vários adultos passaram mal e o zagueiro Rosivaldo do Náuas, ainda exausto do jogo, também desmaiou.

Houve correria nas dependências do estádio. Muita gente com dificuldade para respirar tentava deixar o local. Pelos menos 55 pessoas, entre torcedores, jornalistas e pessoas que trabalhavam no estádio prestaram queixa na delegacia contra a ação da polícia, tida como exagerada e desnecessária.

Policiais militares que estavam à paisana no estádio e que não querem se identificar, também criticaram a ação dos colegas, já que havia outras possibilidades para contornar a situação, entre elas, esvaziar o estádio após algum tempo, ou a retirada do trio de arbitragem em uma viatura pelo portão lateral.


Veja balanço completo do campeonato estadual no blog acreesportivo.zip.net


Com informações do site www.tribunadojurua.com - Genival Moura

0 comentários:

Postar um comentário

DESCRIÇÃO-AQUI.